Biografia

André Gaio Pereira foi nomeado Prémio Maestro Silva Pereira – Jovem Músico do Ano 2017, uma das mais prestigiadas distinções em Portugal, e segue uma versátil carreira como solista e músico de câmara.

Das suas actuações a solo destacam-se as com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmonia das Beiras e a Sinfonietta de Ponta Delgada, e colaborações com os maestros Christoph Poppen, Jean-Sébastien Béreau, Nuno Coelho, José Eduardo Gomes nos Festival ao Largo, Festival Internacional de Música de Marvão e Festival dos Canais.

Do outro lado da orquestra, colabora com a London Symphony Orchestra, a English Chamber Orchestra, o Remix Ensemble e ocupa a posição de 2º Concertino convidado na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Estas colaborações, em conjunto com parcerias de música de câmara com o Nash Ensemble, e o Doric Quartet, levaram-no em digressão pelo Japão, Tailândia, China, Itália, Alemanha, Suíça, França e Áustria, apresentando-se em algumas das mais prestigiadas salas de espectáculo do mundo e sob a regência de maestros como Valery Gergiev, Bernard Haitink, Semyon Bychkov e Michael Tilson Thomas.

Concluiu, em 2016, a sua licenciatura na Royal Academy of Music (Londres), distinguido como melhor aluno do curso, e dois anos depois o seu Mestrado em Performance na mesma instituição. Durante os seus estudos, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da prestigiada ABRSM, enquanto aluno dos professores Remus Azoitei e Levon Chilingirian. Interessado por diferentes opiniões, participou em masterclasses com os professores Igor Oistrakh, Maxim Vengerov, Pavel Vernikov, Gyorgy Pauk e Zakhar Bron.

Enquanto músico de câmara André é primeiro violino do Quarteto Tejo, agrupamento vencedor do Prémio Jovens Músicos 2019. Com o quarteto e outras formações camerísticas tocou nos festivais Mendelssohn on Mull, Cistermúsica, Festival Estoril Lisboa, Dias da Música, Festival Jovens Músicos, Festival de Sintra e Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, colaborando com os quartetos Doric, Ysaÿe e David Oistrakh, e músicos como Levon Chilingirian, Pavel Vernikov, Christoph Poppen e Raúl da Costa.

Na temporada 2021/2022 irá apresentar três projectos discográficos em três frentes musicais. São eles um álbum com música de Carlos Paredes adaptada para violino solo, um projecto com o Guitolão Trio em que a música tradicional se funde com o jazz, e um projecto apenas de música portuguesa com o Quarteto Tejo. É ainda com o quarteto que este ano participa na Bienal de Quartetos de Cordas de Amesterdão e que integra uma residência artística na Académie Musicale de Villecroze.

  • Timeline
  • Mas a minha vida não é só música. Quando não estou de violino na mão gosto de muito de ler e escrever. Leio os clássicos e poesia, filosofia e história… O que achar interessante! Também me dou ao malabarismo e sou um iniciante de xadrez. Quando o sol espreita pego na bibicleta e vou explorar os arredores!